Alvoroço

 

Alvoroço A pesquisa Datafolha de ontem, sobre intenção de voto em pré-candidatos, causou alvoroço no meio político. Não é pra menos: sinaliza as chances e não-chances daqueles que pretendem ter o nome na cédula eleitoral em outubro.

Lula segue com 37%. É o seu teto, é o eleitorado cativo do PT. Isso, contudo, serve como argumento para reforçar a falácia paranoica petista de que a prisão de Lula é um golpe para tirá-lo da disputa eleitoral. E mais, delirando em modo contínuo, o PT tem a certeza de que Lula ganharia no primeiro turno e, portanto, a pesquisa não refletiria a “realidade”.

Bolsonaro também segue com seus 18%. Há um perfil específico que vota no ex-capitão que quer ser um mito e presidente da República. É possível, como pontuou o jornalista Merval Pereira, que também tenha chegado ao seu teto de votos. Contudo, pelo menos nesse princípio de conversa de eleição, essa porcentagem o levaria ao primeiro turno.

Com a ausência de Lula, quem saiu ganhando foram a inepta Marina Silva e o cangaceiro Ciro Gomes, que tiveram aumentadas as intenções de voto. Uma lástima: esses dois não dariam conta do recado. Há algum tempo, soube de fonte segura — uma amizade pessoal de Marina Silva — que a criatura é incapaz de administrar a própria conta bancária. Quem cuida de tudo para ela é o marido, figura pouco confiável. Doente crônica, viveria hospitalizada — Temer é um touro perto dela.

Já Ciro dispensa maiores comentários. Basta nos lembrarmos de que é o dono do Ceará — aquele jeito todo coronelístico de fazer política, como também fazem Renan Calheiros e Fernando Collor em Alagoas; a família ACM na Bahia; a Sarneyzada no Maranhão etc.

Alckmin continua o picolé de chuchu de sempre. Se depender do cacique-mor FHC, ele não sai candidato — a preferência do ex-presidente seria Luciano Huck, empatado com o tucano nessa última pesquisa. Huck, que tem a máquina da Rede Globo a seu favor ficou animado com o resultado. Seria ele nosso Emmanuel Macron? Aliás, o marqueteiro que ele escolheria é justamente o do presidente francês. Além disso, Huck sabe bem que o brasileiro está de saco cheio e, como outsider, pode conquistar a soma significativa de indecisos e de votos brancos e nulos. Suas conversas parecem mais avançada com o PPS, mas sendo um partido pequeno, um aceno do PSDB pode ser bem-vindo ao apresentador global. Basta Alckmin desistir de ver seu nome na cédula, o que parece improvável.

Os supostos candidatos governistas Rodrigo Maia, Henrique Meireles e o próprio Michel Temer não teriam chance alguma. Mas guardam a esperança de, melhorando a economia, poderem ter um lugar ao sol no rol de opções do eleitor. Mas, sinceramente, acho difícil a economia melhorar tanto assim em tão pouco tempo, a ponto de eleger o sucessor. FHC e plano real foram só uma vez. Milagre não acontece assim, com tanta frequência.

Com o início da campanha em agosto, esperamos que alguns nomes mais preparados alcancem melhores índices, como o Senador Álvaro Dias. Sem sombra de dúvida, de toda a lista, é o mais bem preparado e sem qualquer traço sujo sobre sua biografia, sobre sua honestidade.

http://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/um-freio-de-arrumacao.html

http://blogs.oglobo.globo.com/bernardo-mello-franco/post/pesquisa-que-nao-deixou-ninguem-feliz.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/02/1954910-aliados-ja-trabalham-pela-candidatura-luciano-huck-a-presidencia.shtml

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