O Brasil perdeu massa gorda em 2017

 

O Brasil perdeu massa gorda em 2017   Perder peso é muito difícil e depois, mantê-lo no patamar ideal não é tarefa fácil. Essa foi a analogia utilizada pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao comentar sobre a inflação de 2017: abaixo da meta estabelecida. O Brasil perdeu massa gorda em 2017, mas ainda precisa ganhar massa magra, musculatura.

Os mais pobres foram os mais beneficiados — não é só o Lula que sabe beneficiar os pobres. No geral, a inflação em 2017 ficou em 2,95% e para a classe social mais baixa, ficou em 2,07%. A classe média alta sentiu mais a inflação, já que os aumentos de plano de saúde e de gasolina foram maiores.

De qualquer forma, a notícia é muito boa e dá um gás para o governo Temer tentar emplacar nomes nas eleições deste ano. Em que pese este governo esteja longe da perfeição, está conseguindo fazer o dever de casa, ainda que aos trancos e barrancos. A taxa de desemprego diminuiu quase dois pontos percentuais e está em 12%. O desemprego é um grande problema, mas parece que o caminho para a volta do crescimento e consequente geração de emprego está sendo pavimentado.

Ilan Goldfajn, inclusive, foi eleito pela revista The Banker, do grupo Financial Times, o melhor banqueiro central do mundo, por conseguir domar uma inflação em franca aceleração — sob a equipe dilmiana, a inflação alcançou dois dígitos. Alguém imaginava que isso aconteceria tão rápido? Pois é, Goldfajn, ontem, teve a prazerosa tarefa de explicar ao ministro da Fazenda o motivo de a inflação ter ficado tão abaixo da meta, no ano passado. “Nunca antes na história desse país”, um presidente do Banco Central precisou dar esse tipo de justificativa.

O desafio continua: manter o peso (inflação controlada) e ganhar massa magra (retomar o crescimento). A tarefa chega a ser inglória, dada a enorme quantidade de variáveis nesse cenário, incluindo as eleições deste ano.

Se o governo Temer conseguir avanços significativos, aumenta a possibilidade de emplacar um candidato com chances reais de concorrer ao Planalto. Contudo, esse candidato precisará de muito mais do que índices econômicos favoráveis: empatia e confiança serão essenciais.

Imagem: Business Daily

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,menos-inflacao-mais-negocios,70002146354

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1949560-inflacao-dos-mais-pobres-atinge-o-nivel-mais-baixo-desde-o-plano-real.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1949561-classe-media-alta-foi-quem-mais-sentiu-o-peso-dos-precos.shtml

https://oglobo.globo.com/economia/menor-inflacao-em-20-anos-estimula-retomada-da-economia-22276416

https://oglobo.globo.com/economia/ilan-goldfajn-escolhido-melhor-banqueiro-central-do-mundo-por-revista-britanica-22274173

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