2018? É o que tem para hoje

 

Foi-se o tempo em que era obrigatório, nas entrevistas de seleção de novos funcionários nas empresas, a pergunta “Como você imagina estar daqui a cinco anos?”

Bom, essa é a minha impressão. Por quê? Ora, num mundo em que a tecnologia avança com rapidez inimaginável, e em que os conceitos mudam ao mágico toque do marketing fica difícil qualquer tipo de previsão. O mercado de trabalho flutua mais que nuvem no céu, profissões que um dia foram sinal de prosperidade e de realização, hoje são tidas como uma má escolha. As aptidões ficam em segundo plano, o mais importante é analisar o mercado, checar em que lado está a oportunidade.

Não é de todo ruim, penso eu. As oportunidades se esvaem para alguns, mas se ampliam para as pessoas que não conservam vínculos fechados, aquelas que ousam, que se arriscam, que não dão a menor confiança para o que a opinião alheia grita em seus ouvidos e preferem ouvir o que lhes sussurram as batidas do coração. Ou seja, mais do que nunca, o futuro está aqui mesmo no presente — na escolha, na coragem, e, para os que desistem, na impossibilidade.

Um exemplo? Dizia-se antigamente que “Idoso tem mais é que ficar em casa” e, acrescento eu, os homens enchendo a paciência das mulheres, ou enchendo a cara de cerveja, enquanto as mulheres cozinhavam, lavavam, ou administravam o serviço doméstico, esperando que as rugas tomassem conta do rosto.

Outro exemplo? “O jovem tem mais é que seguir o exemplo de seus pais, ter a mesma profissão, pensar da mesma forma, ter os mesmos princípios, conceitos e preconceitos”.

Ora, a vovó de hoje vai à praia de biquíni, anda de bike para onde puder, enquanto o vovô apronta o almoço e depois vai correr nos calçadões da vida. Os jovens, em sua maioria, têm pensamento próprio, constroem seus conceitos sem amarras ao que lhes foi imposto por uma educação repressora, mesmo que tenha sido repressora.

Como tudo tem seu lado B, infelizmente, e a maioria dos “velhinhos” trabalha até o dia em que não aguenta ficar de pé, sem direito a curtir o pouquinho de prazer que podem ter numa viagem, ou, simplesmente, por ficar de “fiscal da Natureza” na varanda de casa, vendo a vida passar.

E os jovens? O ruim nesse caso é que muitas vezes acabam se deixando influenciar pela mídia, que tem sua própria forma de influenciar e de inibir o surgimento de novos pensamentos, especialmente se não são acompanhados quando ainda crianças, nas “aventuras” da internet por alguém que esteja ao lado mostrando as armadilhas, inúmeras, que existem por aí.

Fato é que hoje, em muitos aspectos da vida, não se pode mais definir o que “virá amanhã”. Até mesmo doenças que matavam sem mais nem menos, hoje podem ser controladas e permitir que haja um futuro — um bom sinal dos tempos.

Sim, vivemos numa época da mais profunda contradição. O que poderá vir a ser, hoje em dia, mudou para “É o que tem para hoje”.

E para hoje, o que eu tenho a lhe dizer é que viva, viva até não poder mais, vivencie tudo o que você desconfie que possa ser bom. Tente, não deixe de tentar, dê valor à sua intuição; nós temos um lado divino que nos sopra o vento bom da Alegria e da Felicidade. Dê um crédito a ele.

Seja feliz, neste ano de 2018. É o que temos para hoje.

O amanhã? Ah, isso a gente vai construindo passo a passo, numa aplicação de longo prazo que, espero, lhe traga muita prosperidade.

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