Boas intenções

 

Boas intençõesTodo ano a mesma coisa. Fazer o quê? A gente se engana, achando que vai mudar de vida, só porque o calendário mudou de número. Vamos emagrecer, ficar mais pacientes, arrumar os armários. Vivemos na base da esperança.

No fundo, elaborar uma lista de resoluções para o Ano Novo acaba nos obrigando a refletir sobre o que gostaríamos de modificar em nossa rotina. Já é um ganho. O resto, se vier, é lucro. Sendo assim, entrei na onda e compartilho com vocês a minha lista de boas intenções para 2018.

 

  1. Vou esforçar-me para ser menos ansiosa. Ando tão ansiosa que às vezes nem espero o outro acabar a frase para responder. Um perigo.
  2. Estou muito desatenta, preciso melhorar a concentração. Perco tempo procurando coisas que não me lembro onde coloquei, e que, não raro, estão literalmente à minha frente. Vale para óculos, chaves, pen drives, e, principalmente, papéis diversos. Inúmeras vezes saio de casa sem me dar conta de que o celular ficou no carregador, e, claro, volto para apanhá-lo. É comum estar no meio de uma conversa e, sem querer, deixar de ouvir o interlocutor porque a cabeça se distrai com outro pensamento, o que, obviamente, me causa problemas quando o assunto é importante.
  3. Também perco tempo demais com bobagens virtuais que não acrescentam nada ao meu universo. Preciso controlar um pouco melhor o atraente mundo virtual vazio que me cerca.
  4. Vou dedicar menos tempo a organizar coisas. Já constatei que, em muitos casos, é como enxugar gelo, e lá se vai mais tempo perdido. Aliás, um pouco de bagunça não faz mal a ninguém. Um pouco…

 

É isso aí. A relação pode ser pequena, e parecer modesta, mas é ambiciosa. Se conseguir cumprir pelo menos um item, já me sentirei recompensada. No fim do ano, talvez, e se me lembrar, conto o resultado. E quem quiser pode adotar esta lista, no todo ou em parte: abro mão do copyright.

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