A heroica saga de um (novo) editor de notícias

 

Bastidores do Crônicas

Bastidores do Crônicas

Vejam bem, não estou tentando dar um tapinha de consolo nas minhas próprias costas, como se diz aqui nos Estados Unidos, mas a profissão de editor de notícias hoje em dia, mais ainda de notícias internacionais, é digna de todo o incentivo que se possa obter, já que o retorno financeiro não é dos melhores. Bem, pelo menos para os editores honestos de notícias.

Sempre tive o defeito de ser honesta, devo confessar. O que, francamente, me tornou um fracasso no Brasil, embora tenha sido bem-sucedida em outros quesitos de meus empreendimentos, como, por exemplo, qualidade, criatividade, inteligência e percepção aguda dos fatos, modéstia à parte. Mas confesso que nesta nova modalidade, num primeiro momento, fiz uma concessão ou duas no intuito de obter cliques — como todo mundo sabe, a melhor moeda de troca no campo das notícias atualmente. Afinal, um editor também precisa sobreviver.

Não deu muito certo. Há um ano, vimos investindo, eu e minha colega de “redação” Vânia Gomes, na árida tarefa de informar o povo sobre as tendências, o comportamento, o que rola nos bastidores das notícias publicadas tão avidamente por canais tradicionais de mídia. E progredimos. Mas, muitas vezes, na contramão da opinião dominante, sempre na direção de escrever com sinceridade o que nos vai no pensamento.

O que nos torna, além de honestas, quase raridades no mercado.

Nosso objetivo, de fato, não era (nem é) apenas informar, mas observar (e, mui ambiciosamente, talvez conduzir) as mudanças radicais por que vem passando a nossa sociedade — notadamente, no meu caso, após a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos, e no caso da Vânia, se posso falar em nome dela, no desenrolar da limpeza ética que vem sofrendo o Brasil infeccionado pela corrupção.

Não podemos reclamar. Nosso prato esteve cheio desde o primeiro dia, transbordando, na verdade.

Vivemos tempos intensos. E é com um sentimento de orgulho e antecipação que nos congratulamos, passado um ano, por termos colocado uma pulga ou duas atrás da orelha de nossos leitores.

Embora ingrato, trata-se de ofício gratificante, que periga tomar de roldão todas as demais esferas de nossas vidas.

Em outras palavras: é um vício este ofício de comentar as notícias.

Certamente, tanto nós da equipe do Crônicas da KBR (e nisto incluo nossos fiéis colunistas, aos quais agradeço por sua constância e devoção dedicada à nossa causa, dia após dia) quanto os nossos leitores temos um ano movimentado à nossa frente. Não só acompanharemos o desenrolar de cenários políticos desafiadores, cruciais para o futuro do Brasil (e, em escala internacional, as convulsões do mundo não ficam muito atrás), como esperamos, enfim, cumprir com garbo e competência a nossa missão: ajudar-nos e ajudar vocês a enxergar o que há por trás das poderosíssimas forças em jogo no nosso país.

Trata-se de um trabalho crucial, e inestimável, que, esperamos, teremos capacidade de desempenhar com qualidade e gosto.

Neste Ano 2 que ora se inicia para o Crônicas da KBR, ambicionamos conquistar muito mais do que já conquistamos: colocar nosso gravetinho no futuro periclitante da nossa pátria Brasil. Uma ambição e tanto.

Contamos com vocês, e vocês podem contar conosco. Sempre!

Vamos em frente! E cá entre nós, que muita gente nos ouça, um milhãozinho de cliques não nos faria mal em 2018!

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