A fé não costuma falhar

 

N.Sra. AparecidaDia 12 de outubro, feriado nacional. Para alguns, um dia para reverenciar a fé. Para outros, dia de festejar as crianças.

Justamente nas proximidades do Dia das Crianças, o trágico acontecimento do incêndio da creche em Minas Gerais. Em meio à angústia de assistir cenas tão tristes, fico eu pensando como seria bom se déssemos mais importância, aliás, a devida importância, à saúde mental.

Muitas vezes, as doenças dão claros sinais, e parece que ninguém os vê. Só se valoriza o que se vê, não costuma ser assim? Especialmente em nosso país,8 muitas pessoas ainda se envergonham de dizer que estão se tratando com psiquiatras, ou terapeutas. Mas ninguém se envergonha de dizer que está “malhando” horas e horas todos os dias. Claro, tratar do corpo é motivo de orgulho, mas tratar da mente, e das emoções… A musculatura forte atende ao padrão que é valorizado hoje, o trato que se dá ao mental está oculto, não aparece. Quer dizer, aparece para quem desenvolve sensibilidade para observar o outro, para verificar se quem está ao lado está sofrendo, ou está angustiado, ou revoltado, e por que isso está acontecendo. Agora, a musculatura, ah… essa aparece, e é alvo de olhares e de elogios. O que não aparece não é valorizado, e assim é a fé.

De onde nasce a fé? E por que nós temos fé em entidades e conceitos que aparentemente não apresentam concretude? Mas assim á a fé.

Por essa razão, admiro as pessoas que tem fé, e hoje mesmo o noticiário nos mostra a multidão que já começa a se deslocar para a cidade de Aparecida do Norte, no dia da padroeira do Brasil.

Para mim não importa muito o nome da religião que se tenha, mas importa a atitude no exercício da religião. A mim importa que uma religião não seja apenas um conjunto de regras e de livros sagrados, mas que, efetivamente, essas regras se expressem no comportamento da pessoa.

Um dos poucos conceitos que é comum a todas elas é que a religião deve nos levar ao encontro do Deus Superior, da Energia que iniciou toda espécie de vida neste planeta e que ainda o governa, lá dos bastidores. Um encontro que vai gerar o amor, a compaixão, a solidariedade.

Compaixão? Solidariedade? Ah, dona santa Aparecida…, quanto trabalho você tem tido com este seu afilhado Brasil.

Fico eu desejando que todas essas pessoas que cultivam fé na Padroeira, que possam ter fé no ser humano, porque isso parece que está meio fora de moda. Está mesmo difícil se acreditar em alguém, tanta mentira e falsidade se vê por aí.

Mas com sou pessoa de fé inabalável, desejo que neste Dia da Padroeira do Brasil alguma coisa aconteça nos corações brasileiros, e que a paz e a alegria das crianças contaminem neste dia a todos nós, e que nos lembremos de que fomos crianças um dia, e que possamos descobrir um pontinho da pureza daquele tempo, e que este pontinho possa se expandir e nos tornar adultos melhores.

Foto Arquidiocese de São Paulo

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