O Rio de Janeiro continua lindo e cada vez mais perigoso

 

O Rio de Janeiro continua lindo e cada vez mais perigoso  Nos últimos dias, o Rio de Janeiro viveu uma dubiedade: de um lado o Rock in Rio, com suas estrelas e gente de todo lado indo curtir o ritmo que nasceu nos anos 1950. De outro, os tiroteios na favela da Rocinha, com direito a intervenção do exército. O Rio de Janeiro continua lindo e cada vez mais perigoso — a criminalidade se alastra assustadoramente. E onde tudo começou?

Tudo começou no governo populista de Leonel Brizola, no início dos anos 1980. Segundo o colunista do Estadão, Mario Vitor Rodrigues, foi Brizola quem promoveu o afrouxamento das políticas de combate ao crime organizado. Mas o pior foi que fez escola. Seus sucessores, notadamente Antony Garotinho — preso —, Marcelo Alencar, Eduardo Paes e outros não apenas continuaram a frouxidão no combate ao crime, como também fecharam os olhos para seu crescimento. Acrescente-se a isso a corrupção, velha conhecida nossa.

A violência não é o cerne do problema em si, mas a consequência de políticas esquerdistas e populistas — e no Rio, o brizolismo nada de braçada —, todas desastradas, incapazes de lidar com problemas reais. Para completar, sabemos muito bem que a esquerda é tão corrupta quanto qualquer outra linha de ideologia política. Corrupção e violência andam de mãos dadas. Portanto, resolver o problema do Rio torna-se urgentíssimo e, sabemos, não será nada fácil.

O resultado está aí e não é de hoje: os bandidos estão armados com os melhores equipamentos, incluindo fuzis de uso militar. Detêm poder econômico e, consequentemente, social, nas comunidades pobres. O sucesso financeiro advindo do tráfico atrai jovens para o “negócio”. O descaso/ desinteresse do poder público para com as comunidades pobres torna muitos traficantes benfeitores locais. Isso, sem falar nos criminosos infiltrados na polícia e na política. Como resolver isso? Como fazer o Rio de Janeiro voltar a ser uma cidade verdadeiramente em paz?

Talvez tenhamos que recorrer à História e aprender as técnicas de combate ao crime organizado aplicadas em Nova York, nos anos 1980. As famílias mafiosas da cidade ainda existem, assim como os crimes. Contudo, Nova York é uma cidade segura, o crime não manda, a taxa de homicídios caiu vertiginosamente nos últimos 25 anos. A política aplicada dos anos 1980 para cá foi baseada em um princípio simples: tolerância zero contra criminosos.

Difícil aplicar esse tipo de política no Brasil, não? A lei é leniente com criminosos; nem precisam cumprir a pena inteira; com bom comportamento, podem deixar a prisão com 1/6 do tempo. O código penal não ajuda! E, infelizmente, não vemos “boa vontade” para mudar a legislação.

Foto: Ricardo Moraes / Reuters

http://brasil.estadao.com.br/blogs/mario-vitor-rodrigues/maldicao-sem-fim/

http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,rocinha-volta-a-registrar-tiroteio-e-escolas-suspendem-aulas-na-segunda,70002014432