Furacão Irma: melhor prevenir do que remediar

 

Irma em Miami

Furacão Irma arranca palmeiras recém plantadas em Miami

Depois de ter passado pela Flórida causando devastação, o furacão Irma, ou pelo menos uma rebarba distante do furacão Irma, chegou a Greenville nesta segunda-feira.

Todas as escolas estão fechadas, e também várias lojas e repartições públicas. O síndico do nosso condomínio passou medidas de emergência, incluindo comunicar os telefones de contato de todos os condôminos para o caso de necessidade.

Alan estava nervoso com a possibilidade de a nossa casa ser afetada. Mas está só ventando um pouco, e cai uma chuva fininha. Tomara que continue assim.

Nesse caso específico não é possível reclamar do medo que nos impingiram. Trata-se daquele medo que protege o ser humano dos grandes males, deflagrando o impulso de lutar ou fugir. E graças à bem articulada rede de informação, incluindo os celulares e a TV, muitas vidas foram salvas, e, embora vá restar muita coisa a reconstruir — para o que haverá recursos e ajuda federal —, houve um “número surpreendentemente pequeno de vítimas fatais” para o tamanho do furacão, conforme eu mesma vi e li nos jornais.

Do que quase não escapamos foi a enxurrada de manchetes tentando nos impingir a ideia de que a sequência de dois grande furacões atingindo o território americano no espaço de uma semana é consequência das “mudanças do clima e do aquecimento global”, deixando implícita a  noção de que seriam causados, ou ao menos piorados, pela ação humana. Ainda piores são as alegações apocalípticas que dão conta de um hipotético ” castigo divino” e ainda culpam Trump pelas tragédias naturais. Trump, ao contrário, conforme depoimentos das próprias autoridades dos locais afetados, tem sido eficiente no socorro a seus Estados e cidades.

Tais vozes, antes inconspícuas, adquiriram inédita notoriedade através do uso das redes sociais, o que não quer dizer que não podemos continuar a ignorá-las como sempre fizemos. Já quando metem a ciência no meio fica um pouco mais dificil resistir à pressão de tantas falsas alegações.

Nesse quadro, é reconfortante ler no Times of London que a fúria dos furacões nada tem a ver com “mudança de clima”, e que quaisquer afirmativas nesse sentido— divulgadas, inclusive, por “celebridades” — não passa de irresponsabilidade. Um alívio saber que quem procura, encontra o que ler e que faça uso da razão e evite a generalizada “falta de noção”.

Bom dia!

Foto AP/ Wilfredo Lee

http://www.telegraph.co.uk/news/2017/09/10/hurricane-irma-florida-keys-latest-news/

https://www.thetimes.co.uk/edition/comment/we-are-more-than-a-match-for-hurricanes-tb05rfdkc

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